Para mim, viajar é sempre um grande prazer. Como de praxe, estava ansiosa para que chegasse a hora de embarcar no ônibus, junto com o Grupo Teatral Acto Comunidade e irmos ao Rio de Janeiro passear no teatro Sesc Ginástico, a fim de assistir à peça Tio Vânia, do grupo de teatro, mineiro, Galpão.
Sábado chegou, encontrei os amigos, o ônibus encostou, camisas do grupo a postos, embarcamos e começou uma grande aventura, com direito a ir assistindo ao DVD do delicioso musical Chicago. Cenas arrepiantes!
O Galpão busca as raízes de um teatro popular e de rua, amo isso! Apresentam-se por todo o mundo. Eles são incríveis, levam o circo ao palco, porém esta peça, pelo cenário, uma ceia com um galho seco em cima da mesa com seis cadeiras, acho que não é assim, digo acho porque aconteceu um acidente com o ator do grupo e a peça foi adiada, não a vi, que pena! Para não ser tão ruim assim, lá, encontrei e tirei foto com o melhor ator dos últimos tempos, o Selton Mello!!
Também assisti à peça Um rubi no umbigo, com texto irônico e engajado de Ferreira Gullar, cenário simples, com caixa de papelão como paredes, um sofá velho e uma TV, que passava a notícia do roubo nos bancos e gostei da interpretação do pai e da mãe da família.
Voltando ao assunto do acidente, com o ator Eduardo Moreira, quase que eu também acidentei-me amigos, poderia ter até morrido, pois, antes de irmos ao teatro, estávamos no bondinho de santa Tereza, que perdeu o freio e veio a se chocar no muro, deixando cinco pessoas mortas e cinquenta pessoas feridas, graças a Deus nós saltamos antes do terrível acidente.
Contudo, infelizmente aconteceu essa tragédia levando pessoas que, certamente, não estavam preparadas para isso, na hora que embarcou naquele bondinho, fazendo brincadeiras e querendo curtir a vista das ladeiras de lá.
Eu fiquei impressionada com isso, a morte passou ao meu lado, desta vez, e hoje não estaria aqui para olhar o céu e ver, destacando no breu, a linda lua nova de virgem, um feixe de luz em sua base, anunciando que o ciclo da vida continua para alguns.
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Acentuação gráfica
Alfabeto português
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V WX Y Z
Escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma),W (watt); h (hora)
Regras gerais:
1a) regra = Acentuação das palavras monossílabas tônicas
Acentuam-se as monossílabas tônicas terminadas em Exemplos
A (s) chá, gás, más, dá-lo
E (s) mês, crê, dê, lê, vê-lo
O (s) Nós, dó, pós, pô-lo
Obs.: Monossílabas átonas (isto é, que têm pronuncia “fraca”) não recebem acento. E.: Ela estava na festa de aniversário, mas não a vi.
2a) regra = Acentuação das palavras oxítonas
Acentuam-se as oxítonas terminadas em Exemplos
A (s) Guaraná, xarás, criticá-lo
E (s) Você, jacarés, vendê-las
O (s) Bisavô, retrós, expô-la
EM/ENS Vintém, parabéns, alguém
Obs.: Note que paroxítonas com terminação 'em' não recebem acento. Ex.: Jovem, item.
3a) regra = Acentuação das palavras paroxítonas
Acentuam –se as paroxítonas terminadas em Exemplos
I(s), U(s) Biquíni, tênis, bônus, meinácu
L, N, R, X Notável, hífen, fêmur, tórax
UM/UNS, PS Fórum, álbuns, bíceps, fórceps
Ã(s) ÃO(s) Íma (s), órfãos,
Obs.: Os prefixos (semi, anti, super, inter ) não são acentuados (ou seja, não seguem a regra).
4a) regra = Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas.
Exemplos: típico, máquinas, códigos, relêssemos
Observações:
1) Ditongo é o encontro de dois sons vocálicos na mesma sílaba. O ditongo pode ser: Crescente – espécie, infância, delírios,: Decrescente – ameixa, descuidar, outono, paixão
2) Não se usa mais o trema: arguir, bilíngue, cinquenta, delinquente, eloquente,ensanguentado, equestre, exceção (Müller, mülleriano).
5a) regra = Acentuam-se ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas tônicas terminadas em éi, éu e ói ex.: herói, constrói, dói, anéis, papéis, troféu, céu, chapéu.
6a) regra = Os ditongos abertos ei e oi não sãos acentuados em palavras paroxítonas, como: Assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, coreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico.
7a) regra = Não se acentua o "i" e "u" tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo decrescente, como: baiuca, boiuna, feiura, feiume, bocauva; porém acentua-se o "i" e o "u" tônicos precedidos por ditongo crescente: Piauí, e o ¨i ¨e ¨ u ¨ tônicos, hiatos, ex.: saúde, saída, gaúcho
8a) regra = Não se usa o acento das palavras terminadas em eem e oo(s).
Ex. Abençoo, creem, deem, doo, enjoo, leem, magoo
9a ) regra = Não se usa o acento que diferenciava os pares pára/para, pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s)e pêra/pera. Ex. Ele para o carro; Ele foi ao polo Norte; Esse gato tem pelos brancos; Comi uma pera.
10a) regra = Acentua-se o verbo pôr. Pôr é verbo. Por é preposição.
Ex.: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.
Observação: acentua-se o verbo poder na forma pretérito perfeito do indicativo, na 3.ª pessoa do singular. Ex.: Ontem, ele não pôde sair.
Pode (poder) é a forma do presente do indicativo, na 3.ª pessoa do singular.
Ex. : Hoje ele pode sair.
11a ) regra = Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.):
Ex.Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. Ele intervém em todas as aulas. / Eles
intervêm em todas as aulas.
12a) regra = É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
13a) regra= Não se acentua o ‘u’ tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo do verbo arguir. O mesmo
vale para o seu composto redarguir.
14a) regra = Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar,
delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias, em algumas formas
do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Ex.:enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxágüem; delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua,
delínquas, delínquam.
Uso do hífen com compostos
1. Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresentam elementos
de ligação. Exemplos: guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume, joão-ninguém, porta-malas, porta-bandeira, pão-duro, bate-boca
* Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção
de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé,
paraquedas, paraquedista, paraquedismo.
2. Usa-se o hífen em compostos que têm palavras iguais ou quase iguais,
sem elementos de ligação. Exemplos: reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, glu-glu, rom-rom, pingue-pongue, zigue-zague, esconde-esconde, pega-pega, corre-corre
3. Não se usa o hífen em compostos que apresentem elementos de ligação.
Exemplos: pé de moleque, pé de vento, pai de todos, dia a dia, fim de semana, cor de vinho, ponto e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho de sogra.
Incluem-se neste caso os compostos de base oracional. Exemplos: Maria vai com as outras, leva e traz, diz que diz que, deus me livre, deus nos acuda, cor de burro quando foge, bicho de sete cabeças, faz de conta
* Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-
-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.
4. Usa-se o hífen nos compostos entre cujos elementos há o emprego do
apóstrofo. Exemplos: gota-d’água, pé-d’água.
5. Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes
próprios de lugares), com ou sem elementos de ligação. Exemplos: Belo Horizonte —belo-horizontino; Porto Alegre —porto-alegrense;Mato Grosso do Sul —mato-grossense-do-sul; Rio Grande do Norte —rio-grandense-do-norte; África do Sul —sul-africano
6. Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. Exemplos: bem-te-vi, peixe-espada, peixe-do-paraíso, mico-leão-dourado, andorinha-da-serra, lebre-da-patagônia, erva-doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino, peroba-do-campo, cravo-da-índia
Obs.: não se usa o hífen, quando os compostos que designam espécies botânicas e zoológicas são empregados fora de seu sentido original. Observe a diferença de sentido entre os pares:
a) bico-de-papagaio (espécie de planta ornamental) - bico de papagaio
(deformação nas vértebras).
b) olho-de-boi (espécie de peixe) - olho de boi (espécie de selo postal).
Uso do hífen com prefixos
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por
prefixos (anti, super, ultra, sub etc.) ou por elementos que podem funcionar
como prefixos (aero, agro, auto, eletro, geo, hidro, macro, micro, mini, multi, neo etc.).
Casos gerais:
1. Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.
Exemplos: anti-higiênico; anti-histórico; macro-história; mini-hotel; proto-história
sobre-humano; super-homem; ultra-humano
2. Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia
a outra palavra. Exemplos: micro-ondas; anti-inflacionário; sub-bibliotecário
inter-regional.
3. Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela
com que se inicia a outra palavra. Exemplos: autoescola; antiaéreo; intermunicipal
supersônico; superinteressante; agroindustrial;aeroespacial; semicírculo
* Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra começar por r ou s, dobram-
se essas letras. Exemplos: minissaia; antirracismo; ultrassom; semirreta
Casos particulares
1. Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada
por r. Exemplos: sub-região; sub-reitor; sub-regional; sob-roda
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada
por m, n e vogal. Exemplos: circum-murado; circum-navegação; pan-americano
3. Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice. Exemplos: além-mar; além-túmulo; aquém-mar; ex-aluno; ex-diretor; ex-hospedeiro
ex-prefeito; ex-presidente; pós-graduação; pré-história; pré-vestibular; pró-europeu
recém-casado; recém-nascido; sem-terra; vice-rei
4. O prefixo co junta-se com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o ou h. Neste último caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte começar com r ou s, dobram-se essas letras. Exemplos: coobrigação; coedição; coeducar; cofundador; coabitação; coerdeiro; correu; corresponsável; cosseno
5. Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, mesmo diante de palavras
começadas por e. Exemplos: preexistente; preelaborar; reescrever; reedição
6. Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se o hífen diante de palavra
começada por b, d ou r. Exemplos: ad-digital; ad-renal; ob-rogar; ab-rogar
Outros casos do uso do hífen
1. Não se usa o hífen na formação de palavras com não e quase. Exemplos:
(acordo de) não agressão; (isto é um) quase delito
2. Com mal*, usa-se o hífen quando a palavra seguinte começar por vogal,
h ou l. Exemplos: mal-entendido; mal-estar; mal-humorado; mal-limpo
* Quando mal significa doença, usa-se o hífen se não houver elemento de
ligação. Exemplo: mal-francês. Se houver elemento de ligação, escreve-
-se sem o hífen. Exemplos: mal de lázaro, mal de sete dias.
3. Usa-se o hífen com sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu, mirim. Exemplos: capim-açu; amoré-guaçu; anajá-mirim
4. Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Ex.:Ponte Rio-Niterói; eixo Rio-São Paulo
5. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou
combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha
seguinte. Exemplos: Na cidade, conta- -se que ele foi viajar.
O diretor foi receber os ex--alunos.
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V WX Y Z
Escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma),W (watt); h (hora)
Regras gerais:
1a) regra = Acentuação das palavras monossílabas tônicas
Acentuam-se as monossílabas tônicas terminadas em Exemplos
A (s) chá, gás, más, dá-lo
E (s) mês, crê, dê, lê, vê-lo
O (s) Nós, dó, pós, pô-lo
Obs.: Monossílabas átonas (isto é, que têm pronuncia “fraca”) não recebem acento. E.: Ela estava na festa de aniversário, mas não a vi.
2a) regra = Acentuação das palavras oxítonas
Acentuam-se as oxítonas terminadas em Exemplos
A (s) Guaraná, xarás, criticá-lo
E (s) Você, jacarés, vendê-las
O (s) Bisavô, retrós, expô-la
EM/ENS Vintém, parabéns, alguém
Obs.: Note que paroxítonas com terminação 'em' não recebem acento. Ex.: Jovem, item.
3a) regra = Acentuação das palavras paroxítonas
Acentuam –se as paroxítonas terminadas em Exemplos
I(s), U(s) Biquíni, tênis, bônus, meinácu
L, N, R, X Notável, hífen, fêmur, tórax
UM/UNS, PS Fórum, álbuns, bíceps, fórceps
Ã(s) ÃO(s) Íma (s), órfãos,
Obs.: Os prefixos (semi, anti, super, inter ) não são acentuados (ou seja, não seguem a regra).
4a) regra = Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas.
Exemplos: típico, máquinas, códigos, relêssemos
Observações:
1) Ditongo é o encontro de dois sons vocálicos na mesma sílaba. O ditongo pode ser: Crescente – espécie, infância, delírios,: Decrescente – ameixa, descuidar, outono, paixão
2) Não se usa mais o trema: arguir, bilíngue, cinquenta, delinquente, eloquente,ensanguentado, equestre, exceção (Müller, mülleriano).
5a) regra = Acentuam-se ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas tônicas terminadas em éi, éu e ói ex.: herói, constrói, dói, anéis, papéis, troféu, céu, chapéu.
6a) regra = Os ditongos abertos ei e oi não sãos acentuados em palavras paroxítonas, como: Assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, coreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico.
7a) regra = Não se acentua o "i" e "u" tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo decrescente, como: baiuca, boiuna, feiura, feiume, bocauva; porém acentua-se o "i" e o "u" tônicos precedidos por ditongo crescente: Piauí, e o ¨i ¨e ¨ u ¨ tônicos, hiatos, ex.: saúde, saída, gaúcho
8a) regra = Não se usa o acento das palavras terminadas em eem e oo(s).
Ex. Abençoo, creem, deem, doo, enjoo, leem, magoo
9a ) regra = Não se usa o acento que diferenciava os pares pára/para, pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s)e pêra/pera. Ex. Ele para o carro; Ele foi ao polo Norte; Esse gato tem pelos brancos; Comi uma pera.
10a) regra = Acentua-se o verbo pôr. Pôr é verbo. Por é preposição.
Ex.: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.
Observação: acentua-se o verbo poder na forma pretérito perfeito do indicativo, na 3.ª pessoa do singular. Ex.: Ontem, ele não pôde sair.
Pode (poder) é a forma do presente do indicativo, na 3.ª pessoa do singular.
Ex. : Hoje ele pode sair.
11a ) regra = Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.):
Ex.Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. Ele intervém em todas as aulas. / Eles
intervêm em todas as aulas.
12a) regra = É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
13a) regra= Não se acentua o ‘u’ tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo do verbo arguir. O mesmo
vale para o seu composto redarguir.
14a) regra = Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar,
delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias, em algumas formas
do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Ex.:enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxágüem; delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua,
delínquas, delínquam.
Uso do hífen com compostos
1. Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresentam elementos
de ligação. Exemplos: guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume, joão-ninguém, porta-malas, porta-bandeira, pão-duro, bate-boca
* Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção
de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé,
paraquedas, paraquedista, paraquedismo.
2. Usa-se o hífen em compostos que têm palavras iguais ou quase iguais,
sem elementos de ligação. Exemplos: reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, glu-glu, rom-rom, pingue-pongue, zigue-zague, esconde-esconde, pega-pega, corre-corre
3. Não se usa o hífen em compostos que apresentem elementos de ligação.
Exemplos: pé de moleque, pé de vento, pai de todos, dia a dia, fim de semana, cor de vinho, ponto e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho de sogra.
Incluem-se neste caso os compostos de base oracional. Exemplos: Maria vai com as outras, leva e traz, diz que diz que, deus me livre, deus nos acuda, cor de burro quando foge, bicho de sete cabeças, faz de conta
* Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-
-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.
4. Usa-se o hífen nos compostos entre cujos elementos há o emprego do
apóstrofo. Exemplos: gota-d’água, pé-d’água.
5. Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes
próprios de lugares), com ou sem elementos de ligação. Exemplos: Belo Horizonte —belo-horizontino; Porto Alegre —porto-alegrense;Mato Grosso do Sul —mato-grossense-do-sul; Rio Grande do Norte —rio-grandense-do-norte; África do Sul —sul-africano
6. Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. Exemplos: bem-te-vi, peixe-espada, peixe-do-paraíso, mico-leão-dourado, andorinha-da-serra, lebre-da-patagônia, erva-doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino, peroba-do-campo, cravo-da-índia
Obs.: não se usa o hífen, quando os compostos que designam espécies botânicas e zoológicas são empregados fora de seu sentido original. Observe a diferença de sentido entre os pares:
a) bico-de-papagaio (espécie de planta ornamental) - bico de papagaio
(deformação nas vértebras).
b) olho-de-boi (espécie de peixe) - olho de boi (espécie de selo postal).
Uso do hífen com prefixos
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por
prefixos (anti, super, ultra, sub etc.) ou por elementos que podem funcionar
como prefixos (aero, agro, auto, eletro, geo, hidro, macro, micro, mini, multi, neo etc.).
Casos gerais:
1. Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.
Exemplos: anti-higiênico; anti-histórico; macro-história; mini-hotel; proto-história
sobre-humano; super-homem; ultra-humano
2. Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia
a outra palavra. Exemplos: micro-ondas; anti-inflacionário; sub-bibliotecário
inter-regional.
3. Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela
com que se inicia a outra palavra. Exemplos: autoescola; antiaéreo; intermunicipal
supersônico; superinteressante; agroindustrial;aeroespacial; semicírculo
* Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra começar por r ou s, dobram-
se essas letras. Exemplos: minissaia; antirracismo; ultrassom; semirreta
Casos particulares
1. Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada
por r. Exemplos: sub-região; sub-reitor; sub-regional; sob-roda
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada
por m, n e vogal. Exemplos: circum-murado; circum-navegação; pan-americano
3. Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice. Exemplos: além-mar; além-túmulo; aquém-mar; ex-aluno; ex-diretor; ex-hospedeiro
ex-prefeito; ex-presidente; pós-graduação; pré-história; pré-vestibular; pró-europeu
recém-casado; recém-nascido; sem-terra; vice-rei
4. O prefixo co junta-se com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o ou h. Neste último caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte começar com r ou s, dobram-se essas letras. Exemplos: coobrigação; coedição; coeducar; cofundador; coabitação; coerdeiro; correu; corresponsável; cosseno
5. Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, mesmo diante de palavras
começadas por e. Exemplos: preexistente; preelaborar; reescrever; reedição
6. Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se o hífen diante de palavra
começada por b, d ou r. Exemplos: ad-digital; ad-renal; ob-rogar; ab-rogar
Outros casos do uso do hífen
1. Não se usa o hífen na formação de palavras com não e quase. Exemplos:
(acordo de) não agressão; (isto é um) quase delito
2. Com mal*, usa-se o hífen quando a palavra seguinte começar por vogal,
h ou l. Exemplos: mal-entendido; mal-estar; mal-humorado; mal-limpo
* Quando mal significa doença, usa-se o hífen se não houver elemento de
ligação. Exemplo: mal-francês. Se houver elemento de ligação, escreve-
-se sem o hífen. Exemplos: mal de lázaro, mal de sete dias.
3. Usa-se o hífen com sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu, mirim. Exemplos: capim-açu; amoré-guaçu; anajá-mirim
4. Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Ex.:Ponte Rio-Niterói; eixo Rio-São Paulo
5. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou
combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha
seguinte. Exemplos: Na cidade, conta- -se que ele foi viajar.
O diretor foi receber os ex--alunos.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Ser Professora

Quando eu tinha 20 anos a proposta que tinha para minha vida profissional era ser professora, lecionar nossa Língua Portuguesa, e/ou Inglês, nas escolas, pois bem, fiz a faculdade de Letras, com ênfase em Português e literaturas, Inglês e literaturas. Foi uma época valiosa em minha formação profissional, como também pessoal.
Com dezoito anos, em Conselheiro Lafaiete, MG, trabalhava em uma loja de brinquedos e papelaria de dia e à noite ia à faculdade, almejava minha evolução profissional vindo através do meu trabalho como professora, eu acreditava na minha vocação para esta profissão, aprendendo, ensinando, interpretando, por conseguinte, os belos textos literários, quiçá, encenando-os!
Hoje, mais de anos passaram-se e posso dizer que eu estava certa, minha intuição não falhou, sou uma professora que leva uma mensagem à alguém, quer contando uma história para crianças, quer recitando para adultos, quer explicando gramática para adolescentes.
Toda segunda-feira, leciono num pré-vestibular perto da praia, vou de bike mesmo, pela praia, uma vez que a cidade na qual vivo é prático usar este transporte. É tão prazeroso fazer o que se gosta, amigos, então, sigam sua intuição, ela irá lhes guiarem!
sábado, 20 de agosto de 2011
Meus oito anos
A ideia era ir ao evento de folclore, entretanto não era na casa de Casimiro de Abreu, era no Museu de Casimiro de Abreu, tudo bem é sempre um prazer ir à casa onde viveu Casimiro de Abreu, nosso mestre literário do Romantismo, escola do séc. XVIII que influenciou uma gama de artistas a mergulhar na nostalgia romântica, no egoísmo do amor platônico, no subjetivismo exacerbado, na alienação social, na dor existencialista, sabe que me identifico muito com isto!?! Emociono-me toda vez que vou àquele lugar, a paz emanada da natureza circundante e desperta na minha alma todo o sentimentalismo de Casimiro de Abreu:
‘ Meus oito anos’
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d’amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingenuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delicias
De minha mãe as caricias
E beijos de minhã irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus
— Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
…………………………..
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Paz interior
Existem pessoas de todo jeito na vida. Eu, sou uma pessoa estranha, cheia de preconceitos, síndromes, crises, ‘viagens’ que não me fazem bem, eu sei disso, por isso quero ser diferente, mas ser outra pessoa significa começar do zero, contudo “é impossível voltar a forma original”, então o que fazer?
Entrei para o teatro, fiz uma personagem, achei fácil ser outra pessoa, porque a idealizei com méritos e glórias e não com traumas, o que na vida objetiva é bem diferente, pois tenho frustrações, decepciono, não consigo fazer as coisas acontecerem como eu quero, erro.
Entretanto, não desisto da vida mais, pois tenho um amor, uma família, saude e Deus e por isso busco a paz interior!!
beeijos amigos
Entrei para o teatro, fiz uma personagem, achei fácil ser outra pessoa, porque a idealizei com méritos e glórias e não com traumas, o que na vida objetiva é bem diferente, pois tenho frustrações, decepciono, não consigo fazer as coisas acontecerem como eu quero, erro.
Entretanto, não desisto da vida mais, pois tenho um amor, uma família, saude e Deus e por isso busco a paz interior!!
beeijos amigos
domingo, 31 de julho de 2011
Arraiá da Rinha
O dia começou bem, eu estava ansiosa para que ele chegasse. Acordei fiz minhas coisas habituais em casa e logo parti à Rinha das Artes, lá encontrei minha galera, a do teatro, eu estava feliz, gosto deles, cada um com uma personalidade, ou varias! Quem interpreta entende isso!
Era dia de festa e nós do Grupo Acto Comunidade estávamos enfeitando a Rinha das Artes para o “Arraiá da Rinha” estava liberando, assim, meu espírito para bailar ao som do mundo, sinto isso quando estou feliz e estava pois gosto de estar envolvida com algo, isso me deixa livre.
Ainda tínhamos que comprar os ingredientes e fazer o caldo de batata baroa com queijo gorgonzzola, hum! Ouvimos elogios, depois... O caldo ficou pronto, era hora de me aprontar para a festa que começaria daqui a pouco. Então coloquei minhas sainha florida e camisa cor de rosa, fiz trancinhas no cabelo, bem maquiada e cheirosa, como uma boa caipira, cheguei ao Arraiá da Rinha!
Que bacana, lá encontrei minha turma! Pessoas especiais e amigas estavam lá, eita caipirada boa sô! A Rinha das Artes se transformou numa boa festa na roça com muito bate papo, caldos, churrasco, doces e a famosa dança dos caipiras.
É uma felicidade fazer parte da família do Grupo Acto Comunidade, neste grupo é meu lugar!
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Manuel Bandeira
A Cópula
Depois de lhe beijar meticulosamente
o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
o moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
culhões e membro, um membro enorme e turgescente.
Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinenti,
Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente
Que vai morrer: - "Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!"
Grita para o rapaz que aceso como um diabo,
arde em cio e tesão na amorosa gangorra
E titilando-a nos mamilos e no rabo
(que depois irá ter sua ração de porra),
lhe enfia cona adentro o mangalho até o cabo.
Boda espiritual
Tu não estas comigo em momentos escassos:
No pensamento meu, amor, tu vives nua
- Toda nua, pudica e bela, nos meus braços.
O teu ombro no meu, ávido, se insinua.
Pende a tua cabeça. Eu amacio-a... Afago-a...
Ah, como a minha mão treme... Como ela é tua...
Põe no teu rosto o gozo uma expressão de mágoa.
O teu corpo crispado alucina. De escorço
O vejo estremecer como uma sombra n'água.
Gemes quase a chorar. Suplicas com esforço.
E para amortecer teu ardente desejo
Estendo longamente a mão pelo teu dorso...
Tua boca sem voz implora em um arquejo.
Eu te estreito cada vez mais, e espio absorto
A maravilha astral dessa nudez sem pejo...
E te amo como se ama um passarinho morto.
"Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.
— Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples!"
NEOLOGISMO
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
POÉTICA
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto espediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas.
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare.
- Não quero saber do lirismo que não é libertação.
MULHERES
Como as mulheres são lindas!
Inútil pensar que é do vestido...
E depois não há só as bonitas:
Há também as simpáticas.
E as feias, certas feias em cujos olhos vejo isto:
Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha.
Como deve ser bom gostar de uma feia!
O meu amor porém não tem bondade alguma.
É fraco! Fraco!
Meu Deus, eu amo como as criancinhas...
És linda como uma historia da carochinha...
E eu preciso de ti como precisava de mamãe e papai
(No tempo em que pensava que os ladrões moravam no morro atrás de casa e tinham cara de pau)
ESTRELA DA MANHÃ
Nas ondas da praia
Nas ondas do mar
Quero ser feliz
Quero me afogar.
Nas ondas da praia
Quem vem me beijar?
Quero a estrela-d'alva
Rainha do mar.
Quero ser feliz
Nas ondas do mar
Quero esquecer tudo
Quero descansar.
SATÉLITE
Fim de tarde.
No céu plúmbeo
A lua baça
Paira.
Muito cosmograficamente
Satélite.
Desmetaforizada,
Desmitificada,
Despojada do velho segredo de melancolia,
Não é agora o golfão de cismas,
O astro dos loucos e enamorados,
Mas tão somente
Satélite.
Ah! Lua deste fim de tarde,
Desmissionaria de atribuições românticas;
Sem show para as disponibilidades sentimentais!
Fatigado de mais-valia,
gosto de ti, assim:
Coisa em si,
-Satélite.
NAMORADOS
O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
-Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
-Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada?
A moça se lembrava:
-A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
-Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
-Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
Depois de lhe beijar meticulosamente
o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
o moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
culhões e membro, um membro enorme e turgescente.
Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinenti,
Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente
Que vai morrer: - "Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!"
Grita para o rapaz que aceso como um diabo,
arde em cio e tesão na amorosa gangorra
E titilando-a nos mamilos e no rabo
(que depois irá ter sua ração de porra),
lhe enfia cona adentro o mangalho até o cabo.
Boda espiritual
Tu não estas comigo em momentos escassos:
No pensamento meu, amor, tu vives nua
- Toda nua, pudica e bela, nos meus braços.
O teu ombro no meu, ávido, se insinua.
Pende a tua cabeça. Eu amacio-a... Afago-a...
Ah, como a minha mão treme... Como ela é tua...
Põe no teu rosto o gozo uma expressão de mágoa.
O teu corpo crispado alucina. De escorço
O vejo estremecer como uma sombra n'água.
Gemes quase a chorar. Suplicas com esforço.
E para amortecer teu ardente desejo
Estendo longamente a mão pelo teu dorso...
Tua boca sem voz implora em um arquejo.
Eu te estreito cada vez mais, e espio absorto
A maravilha astral dessa nudez sem pejo...
E te amo como se ama um passarinho morto.
"Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.
— Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples!"
NEOLOGISMO
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
POÉTICA
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto espediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas.
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare.
- Não quero saber do lirismo que não é libertação.
MULHERES
Como as mulheres são lindas!
Inútil pensar que é do vestido...
E depois não há só as bonitas:
Há também as simpáticas.
E as feias, certas feias em cujos olhos vejo isto:
Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha.
Como deve ser bom gostar de uma feia!
O meu amor porém não tem bondade alguma.
É fraco! Fraco!
Meu Deus, eu amo como as criancinhas...
És linda como uma historia da carochinha...
E eu preciso de ti como precisava de mamãe e papai
(No tempo em que pensava que os ladrões moravam no morro atrás de casa e tinham cara de pau)
ESTRELA DA MANHÃ
Nas ondas da praia
Nas ondas do mar
Quero ser feliz
Quero me afogar.
Nas ondas da praia
Quem vem me beijar?
Quero a estrela-d'alva
Rainha do mar.
Quero ser feliz
Nas ondas do mar
Quero esquecer tudo
Quero descansar.
SATÉLITE
Fim de tarde.
No céu plúmbeo
A lua baça
Paira.
Muito cosmograficamente
Satélite.
Desmetaforizada,
Desmitificada,
Despojada do velho segredo de melancolia,
Não é agora o golfão de cismas,
O astro dos loucos e enamorados,
Mas tão somente
Satélite.
Ah! Lua deste fim de tarde,
Desmissionaria de atribuições românticas;
Sem show para as disponibilidades sentimentais!
Fatigado de mais-valia,
gosto de ti, assim:
Coisa em si,
-Satélite.
NAMORADOS
O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
-Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
-Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada?
A moça se lembrava:
-A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
-Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
-Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
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