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terça-feira, 19 de abril de 2011

Teocentrismo X Antropocentrismo


O Humanismo pode ser definido como um conjunto de ideais e principios que valorizam as ações humanas e seus valores morais, bem como: respeito, justiça, honra, amor, liberdade, solidariedade, etc. Para os humanistas, os seres humanos são os responsáveis pela criação e desenvolvimento destes valores.

Este movimento intelectual desenvolveu-se e se manifestou em diversos momentos da historia, bem como em varios campos do conhecimento e das artes. O pensamento humanista entra em contradição com o pensamento religioso, que afirma que Deus é o criador dos valores morais.

O Humanismo na antiguidade clássica, Greco- Roma, que se origina no século XIV, na Península Itálica, especialmente em Florença, Roma e Veneza, manifestou-se principalmente na filosofia e nas artes plásticas. As obras de arte, por exemplo, valorizavam muito o corpo humano, Michelangelo, foi um dos principais artistas da época, ele manifestou esta característica em obras sacras,formulando uma nova concepção sobre a vida humana. Na literatura destacaram-se os artistas italianos: Dante Alighieri; Francesco Petrarca e o Giovanni Boccaccio.

No Humanismo do Renascimento, nos séculos XV e XVI, os escritores e artistas plásticos renascentistas resgataram os valores humanistas da cultura greco-romana, daí nasceu o Antropocentrismo, movimento o qual dizem que o Homem é o centro de tudo, este movimento norteou o desenvolvimento intelectual e artístico do movimento humanista.

O Positivismo, influenciado pelo Iluminismo, desenvolveu-se na segunda metade do século XIX. Esta concepção valorizava o pensamento científico, destacando-o como única forma de progresso. Auguste Comte foi o principal idealizador deste movimento.

O Humanismo foi uma época de transição entre a Idade Média e o Renascimento, acontecido entre os sécs. XIV ao XIX. Foi um enorme movimento, afirmando que o homem passa a encarar-se como Ser Humano e não mais como a imagem de Deus. Por isso a Igreja católica, nesta época, começa a perder o monopolio intelectual.

Todo processo de mudanças gera efeitos culturais, esta corrente intelectual, o Humanismo, fez todas as Artes expressarem-se através de novas partículas, que apareceram com a visão do EU. Este fenômeno, empregado nas pinturas, nos poemas e nas músicas da época com a intenção de aproximá-los do Homem, retratando o Ser Humano em sua formação psicológica é denominado Antropocentrismo.

Os humanistas acreditavam que a realidade não é estática, mas dialética, ou seja, está em constante transformação devido a sua incongruencia interna. Os humanistas criticavam a base material, ou econômica, da sociedade que constituía, uma "infraestrutura" exercendo influencia direta na "superestrutura", como as instituições jurídicas, políticas (as leis, o Estado) e ideológicas (as artes, a religião, a moral).

Foi nessa época que surgiu uma nova classe social: a burguesia. Com o surgimento desta classe social foram aparecendo as cidades e muitos homens que moravam no campo mudaram-se de lá e como conseqüencia o regime feudal de servidão desapareceu. O “status” econômico passou a ser muito mais valorizado do que o título de nobreza.

No teatro foi onde as manifestações literarias ficavam mais fáceis serem percebidas, teve como representante o autor português, Gil Vicente. Provavelmente nascido em 1465, Gil Vicente foi poeta, dramaturgo, encenador,ourives e organizador de festas palacianas do tempo da rainha Dona Leonor.

A estrutura das peças de Gil Vicente foi desenvolvida a partir do teatro medieval, uma vez que o teatrólogo português defendia valores religiosos. No entanto, alguns textos apontam para uma concepção humanista, assumindo, desta forma, posições críticas à Igreja Católica. O autor português humanista preocupou-se em retratar o homem na sociedade, criticando-lhe os costumes com um principio de moral.

A primeira peça de Gil Vicente foi o ''Monólogo do Vaqueiro'', o tema era o nascimento do filho de Dona Maria e Dom Manuel (1502). Este autor humanista ainda escreveu autos, farsas, peças religiosas e profanas, seus textos revelam conhecimento literario e suas obras caracterizam-se por constituir uma galeria de tipos, bem como paineis alegóricos, humor e crítica social. Somando são mais de 40 peças.

A obra de Gil Vicente pode ser dividida em 2 blocos, são os Autos: peças teatrais cujo assunto principal é a religião. “Auto da alma” e “trilogia das barcas” são obras primas e as Farsas: peças cômicas curtas com enredo baseado no cotidiano,“Farsa de Inês Pereira”, “Farsa de Inês de Castro”, “Farsa do velho da horta”, “Quem tem farelos?” são algumas obras dele.

Estudiosos, recentes, preferem considerar os seguintes tipos: autos de moralidade, autos cavaleirescos e pastoris, farsas e alegorias de temas profanos. No entanto, é preciso lembrar que, por vezes, na mesma peça de Gil Vicente encontram-se elementos característicos de varios desses gêneros.

Na literatura Humanista, a poesia se destaca com a obra “O Cancioneiro Geral”, uma coletânea de poemas de época, publicada em 1516, pelo escritor português Garcia de Resende. O “Cancioneiro Geral” resume 2865 autores que tratam de diversos assuntos em poemas amorosos, satíricos, religiosos entre outros.

Na Prosa, as Crônica registravam a vida das personagens e acontecimentos históricos. Fernão Lopes, foi o mais importante cronista daquela época, considerado o “Pai da Historia de Portugal”. Foi também o primeiro cronista que atribuiu, ao povo, um papel importante nas mudanças da historia, essa importancia era anteriormente atribuída somente à nobreza.

As personagens das crônicas de Fernão Lopes são "redondas" ou complexas e têm vida, na medida em que agem e falam. Proporcionalmente, elas revelam-se pelos seus atos e o cronista elabora-lhes um "retrato", caracterizando-as física e psicologicamente. No entanto, ao longo do texto, Fernão Lopes, não faz muitas introspecções, sendo muito direto. O autor se Coloca na maioria das vezes ao nível do leitor, em termos de conhecimento, analisando as personagens/protagonistas através das falas e atitudes delas.

Dividi-se os protagonistas das crônicas de Fernão Lopes em duas categorias: os protagonistas coletivos, que são o povo, unido e que age pela força e os protagonistas individuais, nos quais o cronista aplica a caracterização direta, são eles: D. Pedro; D. Fernando; D. João I; D. Nuno; D. Leonor Teles; D. Maria Teles.

As crônicas de Fernão Lopes transbordam de visualidade, ao ler as crônicas dele, ‘entra-se’ no mundo que ele relata, a característica principal do autor é vivificar as personagens fazendo o leitor sentir o que sente as personagens: os seus medos, as angustias, as suas alegrias, a revolta, o seu regresso ao passado etc.

Ao escrever o realismo descritivo nas crônicas, Fernão Lopes descreve os acontecimentos como se pintasse um quadro, vai até pequenos pormenores descrevendo o retrato e a paisagem, revelando um apurado sentido de observação: "homens e moços esgaravatando a terra, e se achavam alguns grãos de trigo, metiam-nos na boca, sem tendo outro mantimento".

Fernão Lopes adota em suas crônicas uma simplicidade lingüística que a todos atrai, são elas: Crónica del Rei D. Pedro; Crónica del Rei D. Fernando; Crónica del Rei D. João; Crónica de D. Afonso IV; Crónica de D. Afonso III ou de D. Sancho II e a Crónica do Conde D. Henrique. Embora a obra não seja extensa, a Crónica de D. João I, é considerada a obra-prima de Fernão Lopes.

É neste contexto que surge o mestre realista da literatura brasileira, Machado de Assis, com seu estilo irônico de criticar os costumes da sociedade, como: carencia de sentido da vida no cosmo; a visão da especie humana como imprevisto de emergir de bolhas à tona do fluxo incessante e contraditorio da natureza; a compreensão de que “todas as coisas são magníficas de ver, mas temíveis de ser”,ou “a dor e o tédio como sendo os dois inimigos da felicidade humana”.

Curiosidade. Esta é a força criadora dos humanistas, sim, amigos, é a dúvida que evolui o mundo!!

beijoss
Dani ;)

sábado, 2 de abril de 2011

Centro Cultural Rinha das Artes



Hoje, dia 02 de Abril, fiz minha primeira aula no Centro Cultural Rinha das Artes, que é um espaço alternativo para interessados em aprender arte. Este projeto tem a parceria da prefeitura da cidade de Macaé e do Ponto de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Programa Mais Cultura do Governo Federal. A coordenação do espaço é do Grupo Teatral Acto e conta com parceria das instituições Usina de Fomento Cultural e Sociedade Musical Macaense, sob coordenação de Fátima Jorge.
O papel do Rinha das Artes é difundir a arte em geral, eu me matriculei no curso livre de teatro e de dança contemporanea, que ainda não comecei.
Lá no prédio do Centro Cultural Rinha das Artes encontrei muitas pessoas que, como a mim, amam esta arte de interpretar e também a dança. A Rinha das Artes é um lugar maravilhoso onde eu me senti acolhida, lá eu posso testar minha voz, conhecer pessoas, desenvolver a prática de falar um texto a uma plateia, concentrar-me, entender, aprender com os outros, construir, desconstruir, posso aprender, também, partitura corporal, segmentação do movimento, história da arte, além de muitas outras coisas, posso fazer amizade, como fiz a mais nova amiga minha, Humbelina, que é uma figuraça com suas caretas engraçadíssimas, ela é ótima comediante!
O teatro é meu hobby, com ele me descubro, descubro um novo texto, uma nova forma de pensar e de viver.
Então é isso, amigos, Vida é Arte! Arte é vida!
Beijo
Dani
;)

terça-feira, 29 de março de 2011

O poder do Pensamento Iluminista

No século XII, o empirismo inglês desembocou no Iluminismo. Haja vista que empirismo é uma doutrina filosófica que defende a ideia de que somente as experiencias são capazes de gerar conhecimentos, como afirma o filósofo Descartes com a célebre frase: “Penso. Logo existo.”

O iluminismo defendia o domínio da razão sobre a visão teocêntrica que dominava a Europa desde a Idade Media. Este pensamento, entendido como movimento filosófico, sustenta a racionalidade do mundo natural com o mundo humano e corresponde a uma experiencia fundamental para a ciencia, uma vez que os iluministas defendiam que o pensamento racional deveria ser levado adiante substituindo as crenças que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem.

Para os filósofos iluministas, o homem era naturalmente bom, porém, era corrompido pela sociedade com o passar do tempo. Os filósofos acreditavam que se todos fizessem parte de uma sociedade justa, com direitos iguais a todos, a felicidade comum seria alcançada. Por esta razão, os iluministas eram contra as imposições de caráter religioso, contra as práticas mercantilistas, contra ao absolutismo do rei, contra os privilégios dados à nobreza e ao clero.

A apogeu deste movimento foi atingido no século XVIII e passou a ser conhecido como o ‘Século das Luzes’. O Iluminismo forneceu boa parte do fomento intelectual de eventos políticos que se revelariam de extrema importância para a constituição do mundo moderno, tais como: a Revolução Francesa sob o lema, Liberdade, igualdade e fraternidade; a Independência das colônias inglesas na América do Norte e a Inconfidência Mineira.

A Inconfidencia Mineira foi a primeira grande revolta pró-independencia do Brasil, tinha como líder Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Ele nasceu em 1746, na Vila de São Jose Del Rei, atual cidade de Tiradentes, Minas Gerais (muito charmosa a cidade de Tiradentedes!), porém foi criado na cidade de Vila Rica, atual histórica cidade de Ouro Preto, MG. O Alferes Tiradentes entrou em contato com as ideias iluministas através do militarismo que era engajado, acreditava no homem bom motivo que o entusiasmou e inspirou o movimento pela libertação do país.

No Brasil, podem-se considerar como "iluministas" diversos dos intelectuais que participaram de revoltas anticoloniais no final do século XVIII, como o poeta mineiro Cláudio Manoel da Costa e o poeta luso-brasileiro Tomás Antônio Gonzaga. Estes escritores conviviam com ideários do Iluminismo na época e expressaram em seus poemas a preocupação em atenuar as tensões e racionalizar os conflitos.

Ainda no Brasil, por influencia do movimento iluminista, aconteceram outras decisões muito importantes como: a extinção das capitanias hereditarias; a proibição de outras linguas e dialetos, sendo apenas permitido o uso do português e a mudança da capital da colonia de Salvador para Rio de Janeiro.

O Iluminismo exerceu vasta influência sobre a vida política e intelectual da maior parte dos países ocidentais como exemplo: a criação e consolidação de estados-nação; a expansão de direitos civis e a redução da influência de instituições hierárquicas, como a nobreza e a igreja. Associam-se ao ideario iluminista o surgimento das principais correntes de pensamento que caracterizariam o século XIX, a saber: liberalismo, socialismo, e social-democracia.

Isaac Newton, (1643 — 1727 - Londres) foi um dos principais precursores do Iluminismo. Newton foi cientista, físico, matemático, astrônomo, alquimista, filósofo natural e teólogo. Este cientista inglês criou o binômio de Newton, fez ainda outras descobertas importantes para a ciência, são elas: o teorema binomial, o cálculo, a lei da gravitação e a natureza das cores.

Neste contexto, também floresce a concepção de ciência oculta, isto é a Alquimia. Esta ciencia aparece na primeira fase do Iluminismo, que foi marcado por tentativas de importação do modelo de estudo dos fenômenos físicos para a compreensão dos fenômenos humanos e culturais. A alquimia é uma arte filosófica que busca ver o universo de uma outra forma, experimentando e encontrando nele o aspecto superior, incluindo para isso, além de elementos quimicos e físicos, diversos elementos místicos, filosóficos, metafóricos e também uma linguagem simbólica e interpretativa.

Ainda, entre os alquimistas, há uma ideia de criar a vida humana de modo artificial. O homúnculo (do latim, homunculus, pequeno homem) seria uma criatura de aproximadamente 12 polegadas de altura que poderia ser criada através de sêmen humano colocado em uma retorta totalmente fechada e aquecida em esterco de cavalo durante 40 dias. Assim, se formaria um embrião.

A alquimia pode ser considerada uma das experiencias mais antigas da história da humanidade, devido a ela originaram-se diversas outras, inclusive a química contemporânea. Possivelmente, o filósofo suiço Paracelso (1493 - 1541), foi o primeiro alquimista a divulgar este conceito.

No livro do, também médico e alquimista, Paracelso diz: "toda natureza invisível se movimenta através da imaginação. Se a imaginação fosse forte o suficiente, nada seria impossível, porque ela é a origem de toda magia, de toda ação através da qual o invisível (de um ou outro modo) deixa seu rastro no visível. A energia da verdadeira imaginação pode transformar nossos corpos, e até influenciar no paraíso...". Além disso, o médico suíço reconheceu que a fé fortalece a imaginação e disse: “O homem não está na natureza; ele é da natureza.”

Porém, é provável que a verdadeira intenção dos alquimistas era promover uma profunda mutação na alma e na natureza humana. Este objetivo fica camuflado sobre fórmulas químicas e simbologias complexas.

No teatro moderno, o alemão Gotthold Ephraim Lessing, (1729–1781), dramaturgo, crítico de arte e filósofo foi um dos principais nomes da época. O autor alemão é conhecido também por sua crítica ao anti-semitismo. Lessing, nos seus escritos sobre filosofia e religião, defendeu que os fiéis cristãos deveriam ter o direito à liberdade de pensamento. Suas peças e seus escritos teóricos exerceram uma influência decisiva no desenvolvimento da literatura alemã moderna, da qual é considerado fundador e devido a ela abriria caminho para o drama social-realista que atingiria o auge no século XIX. Este escritor foi considerado como um dos maiores representantes do Iluminismo.

As críticas dramatúgicas de Lessing encontram-se reunidas na obra Hamburgische Dramaturgie, (1767-69), em que ataca o formalismo neo-classicista e o domínio do teatro francês nos palcos alemães. Critica as tragedias de Voltaire e louva Shakespeare. Foi Lessing quem primeiro enfatizou que cada arte deve estar sujeita à condições específicas e que esta arte poderia alcançar resultados mais produtivos caso se limitasse à sua função específica.

Vamos, amigos, pensar e produzir resultados importantíssimos para o mundo e para nós mesmos através de experimentos metafísicos, químicos, matemáticos, (auto)interpretativos, etc, como faziam os sapientíssimos pensadores iluministas?

Beeeijo

Dani
;)

sábado, 19 de março de 2011

Impressionismo: A arte da percepção



A palavra Impressionismo originou-se inspirada na tela Impressão, Sol Nascente, 1872, do pintor francês, Claude Monet (1840 - 1926). O pintor impressionista pintava a intensidade do momento através das cores. Desde a renascença, o Impressionismo foi o viés mais revolucionario da arte, atualmente reconhecido como o mais rico, o mais belo, o mais completo, o mais inovador e extraordinario movimento do século XIX.
A identidade do Impressionismo não está apenas no estilo e na técnica pictórica, mas constitui uma nova atitude do artista frente ao espetáculo natural. O artista é agora aquele que representa as impressões exteriores com os nervos exaltados do homem moderno, descrevendo as sensações súbitas e sempre efêmeras e também a vitória definitiva da tendência dinâmica sobre a imagem estática do mundo medieval.

A preferencia pelo registro da experiencia contemporanea, a observação da natureza com base em impressões pessoais e sensações visuais imediatas também são características comuns na pintura impressionista. Monet, utilizava pinceladas soltas para destacar a luz e o movimento, ele buscava retratar, em suas telas, os efeitos da luz do sol sobre a natureza, na forma de pontos com contornos claro-escuros, aproveitando ao máximo a luminosidade natural, por isso o artista pintava ao ar livre para que pudesse capturar todas as nuances da luz natural.

O artista impressionista explorava os contrastes e a claridade das cores, resplandecendo a ideia de felicidade e harmonia, substituida pela reprodução do ato subjetivo da percepção, em outras palavras, a pintura representa aquilo que o pintor via e não o que ele conhecia, as figuras não tinham contornos nítidos e o preto, usado abundantemente no Barroco, no Impressionismo não era utilizado, nem mesmo nas sombras, que são luminosas e coloridas.
Em suas obras, Monet enfatizava a capacidade que a luz solar tem em modificar todas as cores de um ambiente, o pintor representava, livremente, qualquer aspecto da realidade, obedecendo unicamente aos seus sentimentos, conforme a verdade visível das coisas e o sentimento lírico por elas provocado, cuja catarse impressiona observadores apaixonados pela inexorável beleza do mundo.

O Impressionismo foi um fenômeno da arte pictórica, através das cores, pela técnica da mistura ótica, ou seja, as cores se formam na retina do observador e não pela mistura de pigmentos. Sobre este método de pintura pode-se observar o diálogo das teorias físicas como as do físico Chevreul, que trata o método das cores serem justapostas e não entre mescladas, deixando à retina a tarefa de reconstruir o tom desejado pelo pintor, combinando as diversas impressões registradas na tela.

Abraçoss
Dani ;)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Simbolismo a Escola do Misticismo


O homem místico busca um contato direto com a realidade, ele procura a presença do Ser Supremo e Real ou do inefável e incognoscível em si mesmo, este homem encontra-se nas profundezas de seu Ser e, desta forma, percebe todas as coisas como sendo parte de uma infinita e essencial Unidade de tudo o que existe, pois, para ele tudo é um espelho o qual pode refletir a perfeição divina.
A partir de 1881, poetas, pintores, dramaturgos e escritores em geral, influenciados pelo misticismo - advindo do grande intercambio com as artes, pensamentos e religiões orientais - procuram refletir em suas obras sensações que viriam marcar definitivamente os adeptos desta corrente literaria, o Simbolismo.

Simbolismo é uma tendencia literaria da poesia e outras artes e surgiu na França, no final do século XIX, como oposição ao Realismo, ao Naturalismo e ao Positivismo da época vigente. O movimento simbolista durou aproximadamente até 1915, época em que se iniciou o Modernismo.

Pode-se dizer que o precursor do movimento simbolista, na França, foi o poeta francês Charles Baudelaire, (1821 — 1867). Ele foi um poeta e teórico da arte francesa. A obra "As Flores do Mal", (Les fleurs du mal), escrita pelo artista em 1857, reunem, de modo exemplar, 100 poemas divididos em ciclos. O poeta relata numa carta que “neste livro atroz, pus todo o meu pensamento, todo o meu coração, toda a minha religião (travestida), todo o meu odio”. Esta obra foi duramente acusada de obscenidade pela censura. Baudelaire também escrevia com base em teorias de Edgar Allan Poe.

Ao pintor simbolista não bastava pintar a realidade e sim demonstrar na tela a essencia sentimental das personagens. Os simbolistas enfatizavam o imaginario e a fantasia, eles queriam algo a mais para interpretar a realidade. No Brasil, o movimento simbolista influenciou a obra de Eliseu d'Angelo Visconti, (1866, 1944), um pintor e designer ítalo-brasileiro, ativo entre os séculos XIX e XX, foi considerado um dos mais importantes artistas brasileiros do período simbolista. A tela "Recompensa de São Sebastião" é um exemplo da influencia simbolista nas artes plásticas no Brasil,esta tela recebeu medalha de ouro na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904. Outro importante pintor simbolista brasileiro é Rodolfo Amoedo.

No Simbolismo português os nomes de maior destaque são os escritores: Camilo Pessanha, António Nobre, Augusto Gil, Eugénio de Castro e Cesário Verde. No Brasil, o simbolismo teve início em 1893, com a publicação das obras “Missal” e “Broquéis”, de Cruz e Sousa que foi o principal poeta simbolista brasileiro. Cruz e souza usava temas místicos, espirituais, ocultos, considera-se o fato de o poeta preferir as palavras nevoa, neblina e palavras do gênero, transmite a ideia de uma obsessão pelo branco - outra característica do simbolismo - podemos observar nos versos:
"Ó Formas alvas, brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras..."

Outro autor que se destacou, no simbolismo brasileiro, foi o poeta mineiro Alphonsus de Guimaraens. Ele escrevia poesia marcadamente mística e envolvida com religiosidade católica. O poeta mineiro fez sonetos com estrutura clássica e são profundamente religiosos e sensiveis, na medida em que ele explora o sentido da morte, do amor impossível, da solidão, do sonho e da inadaptação ao mundo.

Um dos principios básicos dos artistas simbolistas era sugerir através das palavras, gestos e pinturas e não nomear objetivamente os elementos, como fazia a escola literaria Realismo. Os simbolistas se valiam da intuição e não da razão ou da lógica, preferiam o vago, o abstrato, o indefinido ou impreciso.

São também escritores simbolistas brasileiros que merecem atenção: Raul de Leoni, Emiliano Perneta, Da Costa e Silva, Dário Veloso, Arthur de Salles, Ernãni Rosas, Petion de Villar, Marcelo Gama, Maranhão Sobrinho, Saturnino de Meireles, Pedro Kikerry, Alceu Wamosy, Eduardo Guimarães, Gilka Machado e Onestaldo de Penafort.

No teatro destacam-se: o belga Maeterlinck, o italiano Gabriele D'Annunzio e o norueguês Ibsen, eles caracterizam-se por levarem ao palco não personagens propriamente ditas, mas as alegorias de forma a representar sentimento e ideias em peças onde o cenario (som, luz, ambiente, etc.) tenham maior destaque.

Bom, meus caros amigos, então podemos buscar nuances destes genios artistas simbolistas, tão enigmáticos e tão sonhadores para aplicarmos na nossa vida, no nosso dia a dia, na nossa arte pessoal!!




beeeijo;)

Dani

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Versos

Viver
Acorde! Veja o dia lá fora
Sinta-se viva!
Podemos ser felizes agora
e em qualquer momento.
Coisas agradáveis acontecem
se estiverem em nosso pensamento.
Não se prive das emoções permitidas
caso contrario ficará solitária
num mundo de ilusões perdidas.
Tenha coragem, tenha fé
não tenha medo de ser quem realmente é.
Encontre sua felicidade
Não espere que ela bata à porta
Você errará algumas vezes
contudo ser do bem é o que importa.

Anoitece
Ar parado folhas imóveis
Barulho da vida silenciosa
Não é dia não é noite
É a hora do crepúsculo misteriosa
A hora mais nostálgica do dia
Deixa-me ansiosa pelo rito de passagem
Recolho-me em meus pensamentos
Preparo-me para a aprendizagem
Tento não pensar em nada
Concentro-me respirando
Observo o dia indo
E a noite começando

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Personagens da minha vida


Hoje eu me diverti muito com um musical infantil, o espetáculo NO TRIÊRO DOS MENINOS CANTIGAS E CAUSOS. Estava bom demais! Curti o tempo que passei ali, no teatro, com minha amiga Carol, na plateia eu ri, cantei, bati palmas, vi as personagens, cada uma com uma personalidade diferente, o Catingueira, com seu violão plangente, a faceira Violeta, a graciosa menina de fita, o gente boa do palhaço Massaroca.
Personagens que existiam, ali, naquele momento, por causa do artista que empresta o corpo para criá-las, ele cria qualquer uma, podendo ser excêntrica, exótica, engraçada, dramática, irônica, cantora, palhaço, ursinho, garoto novo, menina legal, mulher bonita, o monstro, o anjo, o mendigo etc, etc, etc.
Eu aaamo teatro! Gosto de ver e gosto de experimentar a emoção de ser outras pessoas, isto é, interpretando. Bom, falo isso porque recentemente personifiquei a prostituta Geni, da obra: Toda nudez será castigada, texto de Nelson Rodrigues, ela era insossa, e também fiz a persona Lisístrata, Da obra: Lisístrata; A Guerra dos Sexos, do teatrólogo grego Aristófanes, Lisístrata estava debochada...
Bem, meus amigos, sei que meu currículo de interpretações é bem pequeno,preciso aprender outras, entretanto têm mais duas personagens que fiz, para somar a esta humilde lista, as fiz na faculdade de Letras, em Minas Gerais, era para um trabalho de literatura brasileira: Fiz o poeta, romântico Casimiro de Abreu, ele era bêbado e doente, e fiz a meretriz Hilda furacão, ela era apaixonada pelo padre.
Sei que isto é apenas o começo de uma extensa lista de personagens que quero interpretar, ainda nesta vida, no momento faço curso livre de teatro, sem outras personagens em vista por ora, agora serei somente eu, Dani a curiosa, a esposa, a desastrada, a professora, a aluna de musculação,a ingenua, a aluna de dança do ventre, a que fala sem pensar, a que chora à toa e em filmes, a inquieta, a questionadora, a chata, a que erra, a amiga, a filha...
Gosto de fortes personagens, elas enriquecem minha vida, dando-me o prazer de conhecê-las tão a fundo, a ponto de ver os seus nuances, conotações, entonações, posturas, pensamento, sentimentos... isto é loucura?!
Não, não. É arte!

Beijooo
Dani